terça-feira, 26 de abril de 2016

Sobre (não mais) guardar sentimentos.

 Eu não sou uma pessoa que costuma conseguir esconder o que sente. Na verdade nunca consegui por muito tempo. Mas a gente sempre se esforça pra esconder certas coisas. Esconder que não gosta de alguém, esconder que tem medo de algo, esconder que não quer fazer tal coisa por medo de não agradar alguém, esconder que tem interesse em fulano, que não quer fazer curso X, que não se identifica com o padrão, que não quer o que todo mundo almeja pra vida, etc.
 Desde que me fiz essa promessa, eu já: contei pra um cara que eu tinha interesse nele e fiquei no vácuo, já contei que tava apaixonada por um amigo mesmo sabendo que não era correspondido (e contar não afetou a amizade! Só me fez sentir mais leve), contar pra minha família que quero ir estudar em outro estado, me permitir viver coisas que alguns meses atrás eu jamais me permitiria.
 Libertei minha cabeça, meu coração, minha alma. Ainda tem angústia aqui, não vou negar. Também tem a ansiedade. E a depressão de vez em quando mostra que tá dormindo pertinho de mim.
Tem as famigeradas bads. E os micos que só quem põe a cara a tapa pra falar a verdade sobre o que sente passa.
 Não tenho vergonha de sentir mais. Não tem nada de errado nisso.
 Não tenho vergonha de mostrar interesse por alguém mais (ok, eu tenho, mas quando é forte eu conto).
 Não tenho vergonha de falar dos meus problemas, medos, incertezas, angústias.
 Eu sou mais livre. Mais madura. Mais leve. Mais tranquila. Não vou dormir de noite com aquele peso enorme de "eu quero falar tal coisa mas não posso porque o que tal pessoa vai pensar de mim?"
 Me chateou? Eu conto.
 Me deixou com raiva? Eu conto.
 Me fez feliz? Eu conto também.

Libertação.
 Desenho maravilhoso feito especialmente pro post da minha querida e 
super talentosa amiga Mari Paint Art, dá uma olhada nos trabalhos dela aqui.


 A vida é curta e eu não tenho tempo pra lidar com o fato de que as pessoas não sabem lidar com o sentimento alheio. Eu não tenho culpa disso. Elas têm que aprender. Eu sou direta e não tem nada de errado nisso. Odeio joguinhos. Odeio disse-me-disse. Odeio o vai-não-vai. Não tenho tempo pra isso. Não tenho ânimo pra isso. Não tenho saco pra isso. Minha ansiedade me consome se eu fizer isso.
 Então prefiro priorizar minha saúde mental e falar tudo.
 E você? Já exercitou se soltar dessas amarras que algum idiota inventou de que a gente tem que esconder o que sente?

 Faça isso e depois me conta se sua vida não se tornou mais leve.

 Att,
 Eu, uma ansiosa que resolveu não ceder ao taquicardia de guardar o que sente.

Um comentário:

  1. Adorei! Queria ter ao menos parte dessa coragem de sair dizendo o que sinto...fico sempre ponderando o outro. Mas você está mais do que certa, temos que pensar em nós...quanta ansiedade eu teria economizado se o sentimento fosse extravasado...vou tentar, ainda que de forma tímida. ;) Miria

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