terça-feira, 6 de janeiro de 2015

RIO - Mais passeios, sol de rachar os neurônios e azar

 OIEEERRRRRRR!!!
 Não sei porque eu insisto em falar que vou postar tal coisa tal dia, nunca rola. Me desculpem por não ter postado semana passada a última parte da viagem e por ter feito dois posts na frente desse, mas é que né, aconteceu.
 Enfim, vamos ao desfecho dessa aventura alucinante onde as pessoas assam, sofrem de calor e ficam azaradas?

Sensualizando

 Na sexta fomos no Jardim Botânico e Parque Lage, e observem que eu estava com a legging que a tia Dri me emprestou e não tinha como o look ficar bonito, por isso não quis tirar muitas fotos durante a viagem (claro que juntamos ao fato de baixa autoestima, mas ok). 
 O Jardim Botânico é um lugar legal pra passar uma tarde relaxando, deitar na grama, tirar fotos bonitas, etc. Foi ótimo ficar num lugar fresco, pra variar, porque o Rio tava marcando sensação térmica de 55º.




 Depois que saímos do Jd. Botânico, fomos (andado) ao Parque Lage. Eu gostei bastante do Parque Lage, é um lugar interessantíssimo e de grande peso histórico. Percebi que a casa remetia às casas da Grécia, Roma, algo assim (eu não sabia exatamente qual) por causa do jardim interno, dos quartos todos colados, sem janela, virados para o jardim, etc. 
 Aí eu curiosa que sou fui perguntar para a mulher que trabalhava lá e que dava informações se realmente tinha a ver com isso, e ela me contou a história do lugar que provavelmente muitos de vocês (inclusive cariocas) não sabem.
 Henrique Lage (que, segundo o tio Google, foi um industrial brasileiro e principal idealizador do Porto de Imbituba) se apaixonou por uma cantora lírica italiana (acho que era italiana) e disse que se ela se casasse com ele, ele faria uma casa mansão whatever para ela. Ela, Gabriela Besanzoni, casou e daí ele contratou um arquiteto italiano para remodular a casa. O arquiteto o fez num estilo eclético, o que agradou a esposa de Lage, e lá no segundo andar, dá pra ver na foto, no centro, era aonde ela cantava para os convidados das festas que eles sempre davam.
 Eu não sei se contei 100% certo porque tô passando informação que a moça que trabalha lá me contou, mas eu mesclei um pouco com as informações do tio Google e parece que as informações batem viu. 
 Mas ó, num é legal? E é no pé do Corcovado gente, coisa mais linda, sério. 

 Nesse mesmo dia resolvemos voltar pra casa mais cedo, em vista que estávamos chegando na casa da Bia por volta das oito da noite nos outros dois dias (e eu já tava com os pés moídos pedindo arrego) e, saindo quatro da tarde evitaríamos o horário de pico. 
 Tava tudo bemmm tudo óóótimo, pegamos o trem na central e tomamos rumo para Ramos, até que saindo da estação do Belford Roxo o trem simplesmente parou. Sim migos, acabou a energia do ramal. Aí como faz? Desce tooooooooooodo mundo do trem (imagine uma grávida, uma senhora com problema no joelho e etc o fazendo) e vai andando naqueles trilhos cheios de pedregulhos até a estação. Foi uma loucura. A senhora em questão, com problema no joelho, teve que ser carregada até a estação porque não aguentava andar em cima daquelas pedras. E como se não estivesse bom o suficiente, na hora de subir (eram duas escadinhas para centenas de pessoas), tivemos que ficar ouvindo gracinha de babaca que estava """ajudando""" as pessoas a subirem. Sério, eu já estava nervosa, imaginem meu estado em ver a cena.
 Daí deu a maior confusão porque devolveram a passagem em bilhete e não em dinheiro e optamos (eu, a Bia e o Lucas, namorado dela) em não nos metermos e voltarmos para a central e, de lá, pegar um ônibus para Ramos.
 Resultado: chegamos em casa quase oito horas.

 No sábado optamos por um passeio mais relax e estávamos em dúvida entre Cristo ou Pão de Açúcar. 
 Minto.
 Eu estava em dúvida.
 Saímos da casa da Ana pra ir pro Pão de Açúcar, mas, chegando na central eu resolvi ir pro Cristo. Ou seje (gente o "seje" com "e" é proposital ok relaxem), Bia já ficou meio bolada porque né, tinha ônibus pro Cristo saindo do bairro dela HAHAHH mas ok. Compramos nosso Mc Donald's pra viagem e fomos pegar o ônibus. 
 Ficamos no ônibus uma pá de tempo esperando o bendito e nada, até que um moço passou e disse que tinha um cara ali atrás que ia assaltar a gente. 
 COM A SORTE QUE A GENTE TAVA, QUE QUE A GENTE FEZ? 
 "Bora pro Pão de Açúcar."


 E olha, não me arrependi. Foi um passeio muuuuuuuuuuito legal, divertido e eu pude aproveitar melhor a Bia, sem correria, sem reclamar de dor nos pés, e nós rimos mais do que todos os outros dias juntos. Eu ri de chorar porque quando entramos no ônibus pra ir pro Pão de Açúcar, ainda com os sacos do Mc Donald's e os refris fizemos a maior bagunça no ônibus. O copo da Bia tava furado e aí vazou um horror até a gente perceber isso e, quando fomos trocar de lugar ela quase caiu. Não fica tão engraçado contando assim, mas tentem imaginar.
 E tivemos sorte pela primeira vez porque: Não fomos assaltadas \o/


 Lá eu descobri que tinham outros bondinhos antes do atual (ah, vá) e concluímos que: as pessoas eram loucas de se deixarem subir num troço daqueles. Esse da foto é um deles, mas tinha um antes pior se não me engano. 
 Mas aí eu pensei: era a mais alta tecnologia da época, né? Então porque não se deixar ir? Talvez, no futuro, as pessoas achem loucura nós nos permitirmos andar no atual, então who knows.

Gente, passarinho <3

Vocês precisam admitir que o bicho é bonito

 AH! Vocês sabiam por que o Pão de Açúcar é chamado assim? Não é porque ele tem aparência de pão de açúcar não (apesar de eu nunca ter visto um pão de açúcar). A Bia viu um vídeo explicando, mas como eu não lembro as palavras exatas a ponto de explicar de forma coerente pra vocês, resolvi pesquisar e, no site Bondinho, tinha a seguinte descrição:
 "Há várias versões históricas a respeito da origem do nome Pão de Açúcar. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foram os portugueses que deram esse nome, pois durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, que era denominada pão de açúcar. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome. 
[...]"

 Viu? Tia Mari também é cultura rapá.


 Tinha m u i t o mico lá. Um inclusive quase mordeu a Bia kkkkkkk a gente foi comer e só tínhamos um chips de queijo de salgado e era o que ela precisava comer. Aí ela abriu e virou contra o vento por causa do cheiro. Depois disso só conseguimos ouvir os "crec crec" de alguma coisa andando na mata (estávamos num lugar alto com mata/árvores/etc embaixo) e DO NADA apareceram um monte de miquinhos desses. Um quase foi morder o chips que tava na mão da Bia e ela quase não teve tempo de sair. Mas ela conseguiu, saiu correndo e gritando. Foi hilário. Sério.

Ó eu aí. 
(fui obrigada a tirar a foto)

E foi assim que eu vi o meu amigo Cristo. Do Pão de Açúcar.

 O dia tava nublado e foi por isso que inicialmente optamos por ir no Pão de Açúcar, porque o Cristo era mais alto e poderia ficar coberto de nuvens. 
 Quando pegamos o ônibus pra ir pro Pão (posso falar só pão? Brigada), olhamos pro Cristo e ele tava lá de cima lindo belo e rindo pra gente debochadamente porque adivinhem, NÃO TAVA ENCOBERTO.


Bia seduzindo descendo as escadas.


 Eu não ia postar essa foto aqui, mas o que aconteceu foi tão engraçado que eu tinha que contar. 
 Lá no Pão de Açúcar tem várias lojinhas e tal, e tinha essa com esses adornos pra vender. Mamãe adora arara e eu comentei com a Bia "Nossa, mamãe ia adorar", mas supus que era caro. Fui olhar a etiqueta de preço e vi 23.50. Pensei toda feliz "OBA! 23.50 eu tenho!!!".

 Olhei de novo.

 23.500.

 Saí de fininho rindo da vida.



 Sabádo de noite/madrugada o pai da Bia levou a gente na Lagoa pra eu ver a árvore flutuante e me mostrou uma pá de lugares turísticos e não-turísticos legais. No domingo ficamos em casa porque de tarde tinha um aniversário da amiga da Bia pra irmos (e lá conheci a Ana Lopes <3) e, na segunda, fomos no shopping pra eu conhecer o Gabe do FCKD Mind e pra eu comprar uma bermuda. Amei conhecer o Gabe e parecíamos que já nos conhecíamos pessoalmente há séculos.
 Com o Gabe descobri que existem pessoas mais indecisas que eu quando se trata de comprar roupas.


 Na terça, último passeio de euzinha no Rio, fomos fazer a rota Copacabana-Arpoador. Andamos a orla de Copacabana todinha e fomos visitar o Forte de Copacabana. Eu não entrei na água porque como vocês sabem eu tava assada e de bermuda jeans (que eu tinha comprado HÁ)
 O forte é bem interessante e tem muita arma-metralhadora-canhão. Tenho um irmão que ia adorar ver esses negócios de armacalibreetc.
 Ainda no forte tem tipo uma pedra que é onde ficam os canhões e eu fiquei tipo: <O> com o tamanho dos bichos. Gente. Sério. Coisa de louco. É pra destruir MEXMO. Fiquei me perguntando se algum dia vamos precisar usar coisas do tipo de novo.
 Falando nisso, dentro do forte, onde tem o museu, tem informações sobre as guerras, tem os chapéus usados pelos soldados, uniformes usados por enfermeiras nas guerras, etc., e eu fiquei imaginando como teria sido aquela fase da vida daquelas pessoas. Pessoas que foram para a Guerra obrigados, os que foram de forma voluntária, como as enfermeiras, e viram coisas horríveis. Muitos morreram antes da Guerra acabar e não estiveram lá para ver a felicidade da "paz" reinar de novo. Quantos morreram no meio do caminho meu Deus. E os que ficaram, a maioria com sequelas físicas e com certeza todos com sequelas mentais. Me pergunto o que seria de mim e da minha família, com tantos homens, se um dia iniciasse uma nova grande Guerra. Eu nunca, nunca mais seria a mesma.
 Se bem que nós nunca somos o mesmo sempre que acontece algo marcante em nossas vidas. Hmmmm.

 Xô parar de refletir e voltar a contar os fatos da viagem.

Ó o arpoador ali do outro lado <3 (pra quem não conhece, é ali onde tá aquele poste ao fundo, que é uma lâmpada super forte pra iluminar uma parte da praia à noite.

 Nosso intuito era ficar pra ver o sol se pôr no arpoador, mas adivinhem: nublado. Ê lasqueira de sorte que eu tava viu, te contar.


 E quarta foi dia de vir embora.
 Voltei do Rio com novas experiências guardadas na mente e pessoas ótimas guardadas no coração. Desde a Bia, os pais dela, a vó Flor, a Clarisse, até a Renata, amiga da tia Adriana, que virou tia também.
 Ah, e como esquecer do Lucas, aquele grande idiota que com certeza se daria muito bem com Luan? E o Gabe, a Aninha... Aff, meu coração veio cheio de amor, isso eu posso garantir. Eu voltei diferente e com muita coisa boa pra acrescentar na minha vida e na dos outros. Aprendi muita coisa (como por exemplo como vocês cariocas conseguem falar tanto "merda" e em como todos xingam e ninguém se olha torto por isso. É incrível, sério.)
 E se vocês querem saber, não, não fiquei nem um pouco triste de não ter ido no Cristo, não ter nadado em mares cariocas ou não ter visitado aquela confeitaria famosa e histórica que eu esqueci o nome.
 Afinal, preciso deixar alguma coisa pra poder voltar, né?

  ♥

6 comentários:

  1. Ai que saudades do meu Rio <3 As fotos ficaram encantadoras! Como você mesma disse, eu que sou uma carioca, nem sabia da história do lugar! Uma vergonha pois achei bastante interessante.
    Acho lamentável como todos lá xingam tanto... A única coisa que eu falo bastante é cara, rs.
    Nossa! Que aventura que você teve! :)

    Twee - http://ameliatwee.blogspot.com.br

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    1. Ah, eu nem liguei muito, porque fica de igual para igual sabe? Todo mundo xinga e foda-se hahahahaha eu ameiiiii!!!

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  2. Preciso dizer que quero a alpagarta que você está usando na primeira foto pra mim, manda pra cá Marêana!!!! E que a cor do seu cabelo está liiinda!

    Tô rindo há três dias e quatro noites das suas peripécias, mas nada supera seus relatos sobre assaduras do post anterior!

    http://preenchendo-lacunas.blogspot.com.br/

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    1. ESSA ALPAGARTA É TUDIBOMMMMMMMMMM!!!! E super baratinha convenhamos.
      Ai, Dani... <3

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  3. Ai que viagem mais perfeita e que fotos lindas Mariii e esse cabeloo, um dia chego nessa cor hahaha! <3

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