quarta-feira, 14 de maio de 2014

Faculdade de Design de Interiores - quinto mês

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 ATENÇÃO: Obrigada pela atenção.

  Esse post é um informativo para 1) minha família e amigos que são mais curiosos que vizinho quando o vizinho chega com compra e 2) as pessoas que querem saber mais sobre como é a faculdade na "prática", principalmente o Design de Interiores, que é algo que só tem o básico da descrição, não tem pessoas falando de dentro do curso. Cês me entendem? 
 Então se você não se interessa por isso vai achar essa postagem uó, my friend. Mas se ler mesmo assim porque gosta do brogui chega aqui que tia Mari tem abraço pra todo mundo \____o____/


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 Tô com esse post na cabeça já tem um tempinho, mas como o post sobre a segunda semana da faculdade não teve repercussão tão boa quanto o primeiro, pensei "eles não devem ter gostado".
Mas aí eu lembrei o intuito inicial dessa "série", que é pra mostrar o curso de dentro pra quem tem interesse em saber como é (oportunidade que eu não tive), antes de correr risco de entrar e se decepcionar.
 Bom, eu passei (e estou passando) por uma fase meio complicada. Não é com relação a notas, elas estão boas. Não excelentes, mas boas.
 Mas sabe quando você sente que não tá dando seu melhor? Pois é.
 Eu entrei pra faculdade saída do ensino médio, esperando entrar num mundo diferente onde a gente já chega fazendo plantas, estudando estilos, formas, desenhando, etc.
 Em uma coisa eu acertei: eu entrei num mundo diferente.
 Lá ninguém liga pra você, ninguém repara se você engordou ou emagreceu (ok, talvez o pessoal da sua sala), ninguém liga se você quer ter cabelo azul ou se quer se careca. Pra eles (principalmente pra uma faculdade onde tem Design de Interiores e de Moda) você pode ser/fazer o que quiser.
 Tem grupo que sai da faculdade e vai direto pro barzinho que tem lá do lado, tem gente que se reúne no refeitório pra estudar, tem gente que fica fumando e cantando no intervalo, enfim, tem gente de todas as cores, de todos os tipos e todos amores.
 O problema é a crise de identidade que me encontro. O primeiro semestre é o mais chato (segundo relatos de amigos e conhecidos) e o mais "difícil", que é onde você vê que as coisas não são da forma que você imaginava, que você tem, sim, aquela matéria chata que mesmo não sendo obrigatória na sua carreira é obrigatória na grade de ensino, tem aquele professor que faz questão de se sentir superior e não aceitar que sua nota numa apresentação de trabalho comparado à outro grupo não é justo, etc.
 Aí, conversando com uma colega de sala de 30 e poucos anos, já formada em Direito, eis que eu falo tudo isso, e ela diz "É normal, você tem que esperar até o terceiro período no mínimo pra ver se é aquilo que você quer", e, poxa, eu só tenho 16 anos (17 daqui a três dias, quero parabéns), então tudo é muito novo pra mim.
 Mas sabe, quando eu olho designers, ou fragmentos de alguma matéria que tem algo sobre móveis e interiores, eu fico fascinada, só quero sentar e ficar horas e horas vendo isso.
 Então eu me pergunto de novo: Será que todo esse amor vai sumir? Será que vou ser uma má profissional? O que será que vai acontecer comigo?
 Se tem alguém que leu até aqui e já terminou a faculdade, me respondam: Vocês se sentiram assim no primeiro período? Superaram todos esses problemas?
 Obrigada por ter chegado até aqui e, se chegou, deixa um recadinho para mim.
 Amocês.

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