segunda-feira, 24 de março de 2014

Deixando o coração falar

 Oi pessoal! Que saudade, dez dias que eu não postava <3
 Estou meio sem criatividade, mas aí lembrei do post que eu fiz dia 07 desse mês, logo depois que eu acabei de ler um livro... ele é super íntimo e meio desconexo, mas no final é o meu coração que tá nele.
 Espero que gostem! :D

***

 Sabe quando você sente uma imensa necessidade de fazer alguma coisa? Que o coração acelera só de se preparar para fazê-lo?
 Me sinto assim hoje, nesse instante.
 Sinto necessidade de escrever. Sinto necessidade de calar a mente e deixar o coração ditar aos dedos o que ele quer dizer, o que ele está pensando.
 Acabei de ler um livro de romance e, uau, como eles me inspiram.
 Como eles me fazem ver o quão a vida é maravilhosa.
 O quão maravilhoso é o meu namorado, meu presente de Deus, que veio de uma maneira bem confusa pra mim (Conto essa história um outro dia pra vocês. Olha, dá um livro...).
 Me faz ver quanta vida eu tenho pela frente. E são em livros como esse que li, valorizando a mulher, que consigo ver em como eu tenho um caminho brilhante pela frente.
 Eu posso não ter o corpo que eu desejo, eu posso ser procrastinadora e deixar de lado alguns projetos extremamente importantes pra mim, eu posso ser desorganizada e preguiçosa (alô, mãe!), eu posso ser muito estressada (e ponha negrito nesse muito), muito extrema quanto aos meus sentimentos e posso duvidar da minha capacidade.
 Mas eu sei, lá no fundo (sabe, vozinha interior?), que meu dia vai chegar.
 Eu só tenho 16 anos.
 Ainda não posso sair de casa, ir para festas, viajar com o namorado (ou com os amigos), não posso, às 22:00 de uma sexta, resolver sair pra beber, ou sair pra comer alguma coisa.
 Não posso ir da forma que quero atrás dos meus sonhos, não tenho dinheiro pra bancar o intercâmbio que eu sempre quis e finalmente aceitei que eu posso fazê-lo sem problemas, não posso fazer uma porção de coisas.
 Mas eu não posso agora, nesse instante.
 Então, sabendo que meu dia vai chegar, sabendo que eu vou conseguir realizar minhas expectativas, eu vou levando a vida.
 Apesar de ser medrosa, sou bem determinada e teimosa. Se eu ponho algo na cabeça, não tem santo que tire.
 Foi assim com o undercut, foi assim quando eu decidi sair da zona de conforto e cortar, no ombro, o cabelo que estava quase batendo na bunda, foi assim quando eu decidi que não queria fazer UFES e foi assim quando decidi fazer Design de Interiores.
 Eu não tive apoio imediato de praticamente ninguém. Todo mundo duvidava de que eu fosse levar pra frente esse sonho que apareceu tão repentinamente.
 “Mas Design de Interiores? Por que não faz arquitetura?”
 Porque não. Porque não quero. Porque eu quero Design de Interiores.
 “Mas você passou na federal. Por que não faz lá e depois faz o Design?”
 Porque não. Porque eu não quero fazer Artes Visuais agora. Eu quero De-sign-de-In-te-ri-o-res. É difícil entender?
 Assim como eu não vou morrer de fome por fazer Design. Se vocês soubessem como essa profissão dá dinheiro e tá crescendo, um monte de gente interessada apenas no dinheiro iria correndo.
 Mas não. Eu quero porque eu gosto. Porque eu vou ser feliz trabalhando com isso.
 É a mesma coisa com meu namoro.
 “Nossa, você é tão nova e pensa em casar. Por que não vai viver a vida?”
 Gente, peraí. Eu vou morrer se casar? Alô alô, Luanzito, vamos casar só daqui uns 70 anos, viu? Não quero morrer não.
 Por favor, né? Só porque você não se deu bem nos seus relacionamentos, só porque o seu casamento é horrível não vem tentar me puxar pro buraco junto com você.
 Eu amo o Luan. E eu quero casar, sim. Mas sei que tenho uma faculdade pela frente, a vontade de fazer intercâmbio e toda uma preparação pro casamento e pra casa.
 Não sou idiota. Não é porque tenho 16 anos que não sei nada da vida, ou que não vou conseguir conquistar tudo o que quero.
 Claro que as prioridades mudam com o tempo, mas a constituição de uma família é meu sonho desde sempre.
 E eu achei o cara pra isso. Um cara que me entende, que me enche o saco, que me irrita pra caramba, mas que me ama incondicionalmente e só quer minha felicidade e sucesso.
 Então, dá licença, eu vou brilhar, eu vou ser feliz, vocês vão ouvir muito ainda o meu nome, seja como escritora ou como Designer (ou como blogueira, quem sabe?), mas guardem bem o nome Mariana Ferrari, porque ele não vai passar à toa nessa vida.
 Me desculpem se ficou incoerente, eu só deixei o coração falar e, bem, o coração de uma aspirante à escritora é confuso, certo?
 Espero que entendam.

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