terça-feira, 26 de abril de 2016

Sobre (não mais) guardar sentimentos.

 Eu não sou uma pessoa que costuma conseguir esconder o que sente. Na verdade nunca consegui por muito tempo. Mas a gente sempre se esforça pra esconder certas coisas. Esconder que não gosta de alguém, esconder que tem medo de algo, esconder que não quer fazer tal coisa por medo de não agradar alguém, esconder que tem interesse em fulano, que não quer fazer curso X, que não se identifica com o padrão, que não quer o que todo mundo almeja pra vida, etc.
 Desde que me fiz essa promessa, eu já: contei pra um cara que eu tinha interesse nele e fiquei no vácuo, já contei que tava apaixonada por um amigo mesmo sabendo que não era correspondido (e contar não afetou a amizade! Só me fez sentir mais leve), contar pra minha família que quero ir estudar em outro estado, me permitir viver coisas que alguns meses atrás eu jamais me permitiria.
 Libertei minha cabeça, meu coração, minha alma. Ainda tem angústia aqui, não vou negar. Também tem a ansiedade. E a depressão de vez em quando mostra que tá dormindo pertinho de mim.
Tem as famigeradas bads. E os micos que só quem põe a cara a tapa pra falar a verdade sobre o que sente passa.
 Não tenho vergonha de sentir mais. Não tem nada de errado nisso.
 Não tenho vergonha de mostrar interesse por alguém mais (ok, eu tenho, mas quando é forte eu conto).
 Não tenho vergonha de falar dos meus problemas, medos, incertezas, angústias.
 Eu sou mais livre. Mais madura. Mais leve. Mais tranquila. Não vou dormir de noite com aquele peso enorme de "eu quero falar tal coisa mas não posso porque o que tal pessoa vai pensar de mim?"
 Me chateou? Eu conto.
 Me deixou com raiva? Eu conto.
 Me fez feliz? Eu conto também.

Libertação.
 Desenho maravilhoso feito especialmente pro post da minha querida e 
super talentosa amiga Mari Paint Art, dá uma olhada nos trabalhos dela aqui.


 A vida é curta e eu não tenho tempo pra lidar com o fato de que as pessoas não sabem lidar com o sentimento alheio. Eu não tenho culpa disso. Elas têm que aprender. Eu sou direta e não tem nada de errado nisso. Odeio joguinhos. Odeio disse-me-disse. Odeio o vai-não-vai. Não tenho tempo pra isso. Não tenho ânimo pra isso. Não tenho saco pra isso. Minha ansiedade me consome se eu fizer isso.
 Então prefiro priorizar minha saúde mental e falar tudo.
 E você? Já exercitou se soltar dessas amarras que algum idiota inventou de que a gente tem que esconder o que sente?

 Faça isso e depois me conta se sua vida não se tornou mais leve.

 Att,
 Eu, uma ansiosa que resolveu não ceder ao taquicardia de guardar o que sente.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Idealizar relações e como isso nos ferra (muito)

 A gente aprende desde cedo a idealizar relações. Idealizar como seria perfeito se tal coisa acontecesse quando você se apaixonasse. Como você gostaria que Fulano corresse atrás de você na rua depois de uma briga e falasse "Desculpa. Te amo.". Ou como seria incrível se você arrumasse alguém que combinasse com você em tudo. Nas opiniões. Nos posicionamentos. Nos ideais. Nos desejos e sonhos. Na vida.
 Aí você se apaixona. E se fode. Porque a vida não é um filme romântico ou um Tumblr onde tudo é lindo, fofo, perfeito e tem a dose certa de amor e putaria.
 Pessoas tem sentimentos. E pessoas não correspondem às nossas expectativas. Mas, a não ser que ela tenha criado essas expectativas em você (e eu vou falar disso depois, porque né, claro que já passei por isso), a culpa não é dela. Porque foi você quem idealizou que ela seria assim e assado em determinadas situações.
 E não, as pessoas não costumam terminar uma briga feia, tensa se beijando. Porque as pessoas se magoam. As pessoas ficam decepcionadas. Porque quando a gente tá brigando com alguém que a gente ama tudo que nós queremos é esfregar a cara da pessoa no asfalto até ela concordar com o que a gente diz e pedir desculpa. É xingar a pessoa e toda a geração anterior e futura dela de nomes que seriam pesados até pro Mano Brown. A gente quer virar as costas e nunca mais ter que olhar pra fuça daquele ser humano que você cometeu a burrada de amar.
 Na hora da raiva a gente pensa cada coisa né? A gente tira coragem de onde não tem. Mas uma hora isso acaba. E quando a raiva passa, fica a chateação. A dor. A decepção. Além de por tudo que foi discutido, por saber que a pessoa não correspondeu às suas expectativas.
 E pode não parecer, mas isso acaba com relações. Isso desgasta. Isso corrói.
 E quando você vê, já não sente tudo aquilo que sentia antes em estar naquela relação.
 A gente sofre, a gente cai, a gente se machuca, a gente morre por uma noite.
 E a gente sara.

 Desde que saí da bolha e comecei a questionar tudo ao meu redor (machismo, preconceito, privilégios, etc), eu venho, de certa forma, me conformando que talvez eu não encontre alguém pra compartilhar a vida inteira. Eu enxergo que talvez eu não encontre alguém que me faça pensar "Olha, esse vale a pena o esforço. O sofrimento. A dor de cabeça.".
 Porque relacionamentos são isso. Esforço. Sofrimento. Dor de cabeça.
 Tem quem diga que o amor supera tudo, mas não, não supera. Eu já disse antes, e digo de novo: Amor não enche barriga.
 Para uma relação dar certo precisa-se de muito mais que o amor. Amar é essencial, mas não é tudo.
 E por pensar que o amor resolve tudo que tem tanta mulher em relacionamento abusivo. Que tem tanta mulher apanhando, sendo humilhada, sofrendo e pensando "Vai ficar tudo bem. Nosso amor vai fazer ele melhorar.".

 Não. Não vai.

 E você vai conseguir sobreviver ao término. Eu tô aqui, e eu não vou deixar você cair. Meus ouvidos, meu coração, meu email, minha vida estão abertos à te ouvir e te ajudar. (meu email: nana.ferrari@hotmail.com. Eu tô falando sério)

 Eu tô tão tranquila sozinha que eu me apaixonei recentemente e já sabia que não seria correspondido e fiquei ok com isso.
 Eu queria que fosse correspondido? Queria.
 Eu queria que pessoa X me mandasse textão no meio da madrugada falando "Eu não queria assumir mas eu gosto de você. Por que a gente não vai levando e vê onde dá?"? Queria.
 Eu sabia que isso não ia acontecer? Sabia.
 Eu fiquei triste por saber que não ia acontecer? Não.
 Por que? Porque eu tô aprendendo a não idealizar.

 Não pensem que eu sou uma pessoa amargurada que virou um coração de gelo da vida. Quem me conhece um pouco mais de perto sabe que eu sou a maior manteiga derretida do mundo e que com dois dias de conversa já tô imaginando meus filhos e os gatos com a pessoa.
 Mas isso é um lado do meu cérebro que idealiza. E cada dia ele fica menor. Ele dá lugar pra uma coisa chamada "Realidade".
 Minha vida não é um filme. Nem um dos livros que eu amo ler. Nem os contos que eu amo escrever, onde tudo conspira e dá certo. Então vou levando a vida assim, aceitando que não tem problema algum viver sozinha e que talvez seja melhor assim, mas também se deixando aberta à quem sabe novas coisas.

 Quando desejam pra mim um amor novo eu falo "Não preciso, obrigada.". As pessoas costumam ficar perplexas com isso. Costumam me achar louca por não querer alguém do meu lado.
 E veja bem, não é que eu não quero. É que eu não preciso.
 Sinto falta às vezes? Claro que sinto!!! Mas aí eu lembro que um relacionamento é muito mais que cafuné de madrugada, carinho e fotos sorrindo.
 E não pense que eu sou sozinha não!!! Eu tenho uma família incrível, uma mãe que vale muito mais que qualquer relacionamento da vida, amigos que estão comigo sempre ouvindo minhas lamúrias, uma gata que me arranha no meio da noite e depois deita no meio das minhas pernas e dorme comigo.
 Eu estou em paz.
 Sou completa assim.
 Eu amo a pessoa que me tornei.
 Eu só idealizo o que quero pra minha vida agora. Só idealizo meus objetivos. E da parte amorosa eu prefiro não idealizar nada, pra me surpreender quando (e se) acontecer.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Uma decisão importante (ou não)

 Não postei aqui esse ano ainda, mas penso constantemente nesse espaço que é o >meu< espaço, que eu cultivo à quatro anos.
 Já almejei ser uma blogueira famosa, já quis falar de coisas que estão na moda, já quis ser ~cool~, já quis ser profissional, já quis comprar o domínio, mudar logo, mudar tudo.
 Mas eu não sou assim.
 Eu tô com bloqueio criativo desde que desenvolvi de forma mais grave a depressão, ano passado. Não consigo escrever como escrevia, nem ler como lia. Faz mais de seis meses que não termino um livro que eu amo.
 É agoniante.

 Hoje, enquanto tava na Turnê Intrinsica que teve aqui no estado, a moça tava falando de um livro de uma moça com depressão (Alucinadamente Feliz o nome do livro, KERO) que manteve um blog por dez anos como espécie de diário e eu pensei que é isso que eu faço no meu face e eu poderia fazer aqui.
 Não importa se ninguém vai ler, não importa se não tem conteúdo, não importa.
 Vou voltar a só sentar na frente do notebook e deixar meus dedos digitar o que tiver que ser.

 Por exemplo: Hoje tive um bom dia. Apesar de ter ficado parte dele ansiosa, porque eu tenho uma encomenda de 800 bombons pra fazer e tô com medo de não conseguir, uma amiga me chamou pra ir nessa turnê. Foi no shopping em outra cidade, fomos e foi divertido. Foi um momento calmo, divertido e entre amigas. Comemos batata frita, tomamos milkshake e ela ganhou um livro (!!!).
 Eu tava de vestido e me sentindo tão confortável. Eu achei até que fosse dar uns beijos hoje, mas não rolou.
 Ai eu cheguei em casa e me olhei no espelho e pensei: Coitado, perdeu.

  Hoje também senti vontade de ler, depois de tanto tempo. Aquele papo sobre livros me deixou com tanta saudade do sentimento de comprar um livro, da empolgação de começar a ler e se deliciar com a história. Quem sabe não seja o próximo passo?

 Um passo de cada vez, não é assim que dizem?


Registro do dia de hoje. Duas migas, livros, milkshake e sorrisos. Obrigada Gabi.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015: Eu sobrevivi



Então finalmente é o famoso 31 de dezembro. Último dia do ano.
 E eu, que tanto passei nesse 2015, não poderia deixar de falar umas coisinhas.
 Comecei o ano na praia, esperando um ano incrível, cheio de conquistas e realizações. Eu não esperava pelas rasteiras e aprendizados que ia ter e levar.
 Em janeiro eu tava estabilizada. Tinha um namoro, tinha planos pra faculdade, tinha planos pros doces e planos pra viagens. Planos pra minha maioridade também.
 Em fevereiro meu namoro de três anos e meio acabou.
 Em março eu comecei a me afundar no que mais tarde eu descobriria que tinha nome: depressão.
 Em abril tinha mil encomendas pra terminar de ovos de Páscoa. Foi um sucesso.
 Em maio finalmente meus tão sonhados dezoito anos. Comemorei com pessoas que eu amo ao meu redor, rindo, dançando e comendo muito.
 Em junho as coisas começaram a ficar piores, mas eu tentei levar.
 Em julho foi quando eu não tinha mais como disfarçar. Não tinha como negar. Tava com depressão. Tava em crise. Eu não tinha forças pra fazer nada. Tudo e todos me irritavam. Eu queria sumir da hora de acordar até a hora de dormir. É como se eu morresse todo fim do dia e renascesse no começo. Minha família tava desesperada de preocupação e eu ficava pior ainda por isso. Não queria preocupar ninguém. Não queria ninguém mal por minha causa. Por isso eu ficava na minha. Pra não deixar ninguém pior. Não sabia que isso deixava eles mais angustiados.
Eu não percebia, mas eu não gargalhava mais. Eu não sentia prazer em sair de casa, e minha cama era meu refúgio. Cheguei a um ponto (ninguém sabe disso, então perdão pelo provável choque) que eu me olhava no espelho e me arranhava, porque eu odiava tudo aquilo. Eu odiava olhar praquele corpo no espelho que tinha engordado tanto. Que tinha mudado tanto. Eu me achava feia. Inútil. Um peso. Se eu fosse mais corajosa, eu teria feito coisas piores, porque você chega num ponto que você não consegue mais ver saída. E a dor física não é tão dolorosa assim quanto à dor que tá dentro de você.
 Em agosto eu voltei pra faculdade. Fui uma semana e cada dia era como se eu tivesse indo pra forca. Eu não tinha forças nem pra sorrir pras pessoas. Meu pai me acordava às 5h e eu só queria sumir por tudo aquilo. Eu, que sempre acordei tão bem humorada. Eu já sabia qual seria a solução pra isso, mas eu tava com tanto medo. Minha faculdade é particular e eu não queria jogar dinheiro dos meus pais que pagam com tanto suor fora. Eu sabia que a solução seria trancar mas ficava adiando isso. Não queria falar com meus pais. Eu sabia o choque que seria pra eles. Eles não deixariam. Parar de estudar? Ficar à toa em casa? Que absurdo. Não dá.
 Aí chegou o domingo. Era umas 19h. Eu tive uma crise. Na frente da minha família porque tava chegando a hora de ir pra faculdade. Foi horrível. Meus pais me deram todo o apoio e eu sei que sou tão privilegiada por isso, porque existem pessoas que não tem esse apoio. Eles falaram que eu ia trancar a faculdade e me tratar. Que eu ia fazer exercícios pra liberar serotonina e teria todo o apoio necessário. Que eu poderia ficar tranquila porque eles tavam do meu lado.
Comecei a hidroginástica com minha avó de manhã e fazia zumba de noite. Eu tinha momentos de descontração. Naquela semana eu voltei a gargalhar. Eu tava mais relaxada. Sei que o alívio que minha mãe sentiu não tá no script.
 Em setembro eu já tava bem melhor em comparação com julho. Foi aniversário da minha mãe, teve o casamento da minha tia. Foram momentos agradáveis que guardo com muito amor no coração.
 Em outubro eu percebi que a dor do término já não doía mais. Eu finalmente superei. O que eu achei que nunca ia acontecer, em sete/oito meses aconteceu. Foi preciso eu morrer todo dia e renascer no outro durante meses. Não tentei passar por cima da minha dor. Senti ela, porque sabia que era necessário. E finalmente aquele peso no coração não tinha mais. Eu queria um gato pra compartilhar minha vida. Não um de duas pernas. De quatro mesmo. Achei que nunca fosse conseguir.
 Em novembro começou uma campanha pesada para minha mãe deixar eu adotar um gato. Amigas postando o dia todo no face dela pedindo, eu, os amigos dela, todos. Achei que nunca fosse conseguir. Consegui. Fomos na feira de adoção. Escolhi o gato. Já tava tudo certo, até que não me deixaram levar ele porque não tinha tela em casa e ele poderia fugir. Eu saí de lá aos prantos. Foi horrível.
 No final de novembro e começo de dezembro um anjo compartilhou no face que tinha uma pessoa dando lar temporário pra uma gatinha que precisava de adoção. Conversei com ela era mais de meia noite e meia hora depois eu já sabia: A Maria ia ser minha.
 Dia 06 de dezembro eu tava em Alegre com minha avó e meu irmão foi buscar a Maria. Eu tava péssima porque não ia estar em casa no primeiro dia dela, tava com medo de ela não gostar de mim, tava com medo de tanta coisa.
Dia 07 de dezembro eu cheguei e a pequena tava embaixo da cama. Veio, sentiu meu cheiro e ganhou meu carinho. Ela tinha ido com minha cara. Tão pequena e tão linda. Eu não sei descrever como fiquei feliz. Em menos de uma semana já parecia que ela tava comigo à séculos. Em duas semanas ela já se sentia em casa com todo mundo.
 Dezembro foi um mês bom, e desesperador. Porque 2016 tava chegando e eu ficava dividida entre alívio por 2015 finalmente estar acabando e porque eu ia ter que "dar um jeito na minha vida".
 Hoje, dia 31 de dezembro, tô aqui. Sobrevivi à 2015. Um ano difícil mas, com certeza, um ano de muito aprendizado e conquista. Um ano de descobertas, amizades e amor próprio. Muito amor próprio. Muito empoderamento. Muita força. Muito feminismo. Muita família. Descobri que não preciso de ninguém pra ser feliz. Descobri minha melhor forma de expressão sem ser a escrita: a fotografia. O autorretrato.

 Comecei 2015 com 68kgs, ruiva e tentando me aceitar. Vou terminar com 78/79kg, morena e um amor por mim que nunca senti na vida.
 Sobre 2016 eu só espero tranquilidade. Mais amor. Próprio e compartilhado. Mais gato mais abraço mais beijo mais vida. Eu quero vida. Quero viver e compartilhar vida.
 Aos amigos próximos e familiares, não preciso citar nomes porque vocês sabem quem são, vocês são os responsáveis por eu estar aqui hoje, firme, forte, de pé e sorrindo. Porque, quando eu não aguentava mais, vocês me davam as mãos, me ajudavam a levantar, enxugavam minha lágrima e diziam que ainda não era o fim. Que eu ia conseguir. Que eu era amada. Que eu não estava sozinha. Vocês me ajudaram a segurar minha cruz e me ensinaram tanto. Eu amo tanto vocês. Sou tão grata. Vocês ajudaram a fazer uma Mariana melhor.
 À todos nós que sobrevivemos à esse ano: Parabéns. E que 2016 seja incrível.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Apaixone-se por você!

 Hoje estava euzinha linda e bela em um dos meus oitocentos e cinquenta e quatro grupos do whatsapp quando uma miga fala que tem vergonha de sair com o boy porque ela acha ele bonito demais pra ela.

 Ok, migas, vamos por partes:

1) Se você não se achar maravilhosa, não importa que o mundo todo te ache, não vai adiantar lhufas. Porque se alguém te elogiar você vai desconversar, dizer que não é, blablabla. Então stop. Vai pra frente do espelho AGORA e não sai de lá enquanto não se achar maravilhosa. Repara cada detalhe seu separado e depois olha você como um todo. Conversa com o espelho se elogiando e repara as suas expressões, seus olhares, e vai perceber como é apaixonante! 
2) Você tem que ser completa sozinha. A pessoa que vier tem que vir pra te transbordar, né pra te completar não. Tá bem? Então tá bem.
3) Outra coisinha, essa pessoa tem que pensar "bicha mas olha que deusa que eu tenho do meu lado" e, se ela deixar de ficar com você por causa de algum detalhe seu que "não está nos padrões" esse ser humano é um bosta e tá é te livrando de ter ele na sua vida.

 Quando você se convence de que você é apaixonante e maravilhosa, tudo flui mais fácil. Você se sente mais confiante e passa mais confiança. Você não vai aceitar qualquer um na sua vida. A pessoa pra entrar vai ter que te valorizar e te valorizar muito porque ela vai saber que VOCÊ sabe que é maravilhosa e não vai aguentar bosta calada. 
 Amor próprio e autoestima é construção diária. Infelizmente vivemos num mundo de merda que nos ensinam a nos odiar, odiar cada parte do nosso corpo e cada detalhe de nós. Faz com que nos odiemos umas às outras e, assim, nós ficamos desesperadamente procurando defeitos nas outras mulheres para nos sentirmos melhor. 
 Então, a construção começa da desconstrução: A gente passa a desconstruir isso de ódio entre nós e, depois construir o amor próprio. 
 Eu estou sempre elogiando uma amiga minha. Dizendo o quanto ela é linda, especial, maravilhosa. Já tentou fazer isso? Elogie uma amiga. Do nada, sem pedir nada em troca, vai ver como isso vai mudar o dia dela.
 Quando você se enxerga apaixonante, você faz todos ao seu redor perceberem que você se acha apaixonante. Tem gente que diz que isso é "se achar demais". E quer saber? É mesmo! E daí? Me acho mesmo. Sou maravilhosa, sou linda, sou apaixonante. Sou única e você tem sorte de me ter do seu lado, então valoriza.
 Olha pro espelho. Olha esse corpo maravilhoso. Olha esses braços, esse peito, essa barriga, essa bunda, essas coxas. Olha esse cabelo. Olha essa boca. Olha esse olhar. Olha seu nariz. Olha como você é maravilhosa!!! Pelo amor da deusa, quem te ter do lado dele tem é que ajoelhar e agradecer por você estar dando à ele(a) o privilégio de estar com ele.
 Se valorize. Não fique com qualquer bosta não. Qualquer omi que fala e faz merda, nos desvaloriza e nos diminui. Passe longe desses. No mais: Se joga!

 Sabe por que? Porque somos maravilhosas!!!

 Vou deixar essa foto que postei ontem com a legenda que acho que cabe bastante nesse post.


Eu sou como a lua, meu amor. Cheia de fases.
E, em todas, maravilhosa.

                                                        



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Depois da tempestade



 Quando estamos no olho do furacão não conseguimos ter uma perspectiva muito ampliada do que tá além. Não conseguimos ter noção de como vai ser o "depois". A gente só vai levando, torcendo pra tudo passar logo, pra sobrevivermos à esse apocalipse interno. 
 Perdi as contas de quantas vezes eu pensava que tudo o que eu tava sentindo nunca ia acabar, que o coração sempre ia doer como se estivesse passando por uma máquina moedora, que a dor, a tristeza, a raiva iam perpetuar e eu ia virar um ser sem cor. Cinza, como um céu nublado. Que esconde tanta coisa.
 Mas aí eu fui tocando a vida, levando sem pressa. Me permiti sensações, novas experiências, novos sorrisos, novas perspectivas, novas pessoas, novas conversas, novas situações, novas. 
 A dor já não doía tanto. Já tinha passado de uma máquina moedora para uma bateção com martelo chata. Que parava e voltava. Não era mais tão constante. A dor, tristeza e raiva começaram a dividir seu lugar com sorrisos, paz e tranquilidade. Me sentia ganhando cor, como um artista pintando um desenho que só estava no esboço. Já não sentia tanta necessidade de esconder as coisas que se passavam dentro de mim.
 Quando eu menos esperei, meu coração já tava cicatrizado. Não doía mais, não sofria mais, só sentia tranquilidade. Sereno. Grato. Por tudo que passou, por tudo que sentiu, por tudo. Antes eu não entendia nada do que tava acontecendo na minha vida - e, bem, ainda há coisas que estão fora do meu entendimento por enquanto, mas sei que é questão de tempo -, agora eu já consigo olhar pra trás e entender o motivo de tudo ter explodido junto. Percebi que não foi "do nada" que aconteceu. Tudo, todas as provações pelas quais passei, que pareceram ter vindo à tona ao mesmo tempo, já estavam acontecendo sem eu perceber. Como um leite que você põe pra ferver. Ele começa a esquentar, depois borbulha devagar e, se você virar o rosto um pouco, logo logo vai estar transbordando. 
 Foi o que aconteceu. Eu me descuidei de mim por alguns meses e, quando eu vi, estava transbordando. Não só eu saí danificada, queimada dessa situação, mas os que me cercam também. Família, amigos... O que seria de mim sem eles? Sem o apoio deles? Nada. Eu estaria cinza ainda, queimando sozinha. 
 Hoje as cicatrizes estão praticamente saradas. As minhas, as dos que me cercam e que eu, sem querer, machuquei. Hoje me vejo com cor. 
 Quando paro pra pensar na minha vida nesse exato momento, da forma que está, eu me sinto olhando o mar depois da tempestade. Sereno, calmo, uma brisa leve. Eu sorrio sempre, sempre sempre que penso no rumo que minha vida tomou. Não me arrependo de nada. Foi tudo encaminhado pro jeito que tem que ser. 
 Sorrio quando percebo que, aos poucos, tenho realizado coisas que sonhei desde sempre. Quando penso na minha família, nos amigos que fiz, nos amigos que mantive, nos amigos que passaram pela minha vida e deixaram tanto ensinamento. Penso em quem me tornei e em quem estou me tornando.
 2015 tem sido um ano difícil, sim, mas eu li em algum lugar alguém dizendo que ele seria decisivo pra colocar na sua vida tudo que acrescentasse e tirar dela tudo que já não condizia com quem você estava se tornando. Foram muitas perdas, muitas coisas ruins, muitos momentos de puro caos.
 Mas a tempestade sempre passa, não é mesmo? 

 À esse ano que tá chegando na reta final, dois sentimentos: Força e gratidão. 
 Força pra aguentar seguir em frente em meio à tantas turbulências.
 Gratidão por saber que tudo foi necessário e que você é alguém novo.

 A frase é cliché, mas é verdade: Só se tem o arco-íris quando se tem a chuva. 
 E uma chuva pra lavar a alma de vez em quando faz bem, né?




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Decisões difíceis

 Olha só quem tá aqui de novo pra atualizar vocês da minha vidinha/desabafar



 2015 tá sendo o ano do inferno astral e parece que é geral, né? Pois bem. 
 Se alguém me dissesse, no dia primeiro de janeiro, que nesse ano loko(tm) eu ia: terminar meu namoro, descobrir e aceitar que tenho transtorno de ansiedade generalizada (a famosa TAG), transtorno alimentar (alô compulsão!) e depressão, que eu iria engordar uma caralhada de quilos e trancar a faculdade eu teria rido dessa pessoa e provavelmente apostado com ela que não nada disso ia acontecer só pra eu me ferrar mais ainda.

 Pois é, migos. Eu imagino que alguns de vocês já suspeitavam da depressão, outros já sabiam, mas agora eu estou diagnosticada. Já estou me medicando também, então fiquem tranquilos que logo logo Mari-mar tá novinha em folha de novo.
 Hoje eu tô no sexto comprimido e eu já senti uma leve melhora na disposição. Tô tendo efeito colateral também porque né, efeito colateral é um troço que chega primeiro que o efeito terapêutico do remédio. E ele é: meu intestino tá funcionando loucamente. Pior é que é sempre mais ou menos no mesmo horário, e é justamente no horário dos meus exercícios.
 Ah, é! Eu comecei a praticar exercícios também. Pra liberar serotonina e ajudar no tratamento. Tá sendo ótimo. 
 Mas enfim, o post foi pra contar de uma decisão que eu não esperava tomar um mês atrás: Trancar a faculdade. Eu tô pensando se posto isso aqui faz uma semana, e resolvi postar porque afinal isso é parte de mim e sei que tem gente que se preocupa comigo aqui.
 É impressionante como enraízam o pensamento de que "Quanto mais cedo começar/terminar faculdade melhor" sem nem se preocuparem se é isso que a gente quer ou se estamos bem pra tal.
 Foi por isso que eu relutei tanto contra a vontade do meu subconsciente de parar um pouco pra respirar. Porque eu pensava que um semestre perdido ia ser horrível.
 Mas peraí, quem disse que era um semestre perdido? Eu tranquei pra me tratar. Pra cuidar de mim. 

(ok, esse post começou a ser escrito na sexta-feira e estamos na segunda a partir de agora)

 Domingo retrasado, segunda semana de aulas, eu tive uma crise de ansiedade na frente da minha família. Foi horrível e eu não desejo pra ninguém. Pelo simples motivo de que pensar em ir pra faculdade na segunda de manhã me deixava desesperada.
 Vejam bem, eu sou aquela menina chata que acorda cedo de bom humor e irrita todo mundo sorrindo e dando bom dia, então se isso não tava acontecendo mais é porque tinha algo bem tenso pegando.
 Meus pais e minha avó, incríveis que são, não saíram do meu lado na crise, me acalmaram e me disseram que ok eu trancar pra me tratar, eu investir nos doces e continuar ganhando minha graninha, fazer alguma atividade física relaxante de manhã, me cuidar e daí eu volto quando me sentir melhor. 
 Eu tava com medo, confesso, porque trancar a faculdade nunca foi uma opção pra mim e de repente eu vi como se essa fosse a única opção que eu tivesse pra conseguir sair ilesa.
 Hoje fiz minha primeira aula de hidroginástica pela manhã e me senti muito muito bem depois, relaxada horrores. Tô querendo entrar no ioga também <3 
 Quero aproveitar e me dedicar ao blog e gravar vídeos pro canal, eu inclusive postei um semana passada (que você pode ver se quiser clicando aqui) no estilo dos meus snaps mesmo, uma coisa bem simples e no estilo bate papo, mais pra eu ocupar meu tempo e falar de coisas aleatórias, nem é pra ~ficar famosa~. Gosto de interação e se eu tiver isso é o suficiente pra mim.

 É isso, "tejem" atualizados da minha vida, não fiquem preocupados que eu já tô me sentindo muito melhor! Em frente e avante, porque sei que vou sair dessa mais forte que nunca! 
 Amo vocês.